Você começou a treinar sério, a dieta está em dia e os músculos finalmente começaram a aparecer. Mas, junto com a alegria do bíceps crescendo ou do glúteo aumentando, bate aquele medo silencioso: “Será que minha pele vai aguentar?”.
A relação entre estrias e musculação é um dos temas que mais gera dúvidas e até pânico, principalmente entre as mulheres. Ninguém quer trocar a flacidez por marcas vermelhas ou brancas na pele, certo?
Existe muito terrorismo sobre esse assunto. Dizem que tomar suplemento rasga a pele, que crescer rápido demais é sentença de estria na certa e que não tem o que fazer.
Calma. A pele é um órgão incrível e elástico, mas ela precisa de ajuda para acompanhar seus ganhos na academia.
Hoje, vamos separar o que é lenda do que é fato científico. Vou te explicar por que as estrias aparecem e, o mais importante, como blindar sua pele para que ela continue linda enquanto seu corpo se transforma.
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Por Que a Pele “Rasga”? A Mecânica da Estria

Imagine um elástico novo. Se você puxá-lo devagar, ele vai e volta. Se você puxar com muita força e rapidez, ele pode arrebentar.
As estrias são exatamente isso: o rompimento das fibras elásticas e de colágeno na derme (camada intermédia da pele). Na musculação, isso acontece quando o volume do músculo cresce mais rápido do que a capacidade da pele de se esticar.
- Estrias Vermelhas: São recentes (inflamação). Ainda têm fluxo sanguíneo e são mais fáceis de tratar.
- Estrias Brancas: São cicatrizes antigas. O tratamento é mais difícil, focado em estética.
Mas será que todo ganho de massa causa isso? Vamos aos mitos.
Mito ou Verdade: O Que Realmente Acontece?
1. “Ganhar massa muscular sempre causa estrias.” (MITO)
Não é o ganho de massa em si, é a velocidade do ganho. Se você constrói músculos de forma gradual e consistente, sua pele tem tempo de se adaptar e produzir mais tecido. O problema maior é o “efeito sanfona” ou ciclos de bulking (ganho de peso) muito agressivos e rápidos.
2. “Tomar Creatina dá estrias.” (DEPENDE)
A creatina sozinha não tem o poder de romper a pele. Porém, como vimos no artigo sobre O que é Creatina, ela aumenta a hidratação dentro do músculo, o que gera volume. Se esse volume surgir muito rápido e sua pele estiver ressecada, a tensão aumenta. Mas a culpa não é do pózinho, é da falta de elasticidade da pele.
3. “Genética manda em tudo.” (VERDADE PARCIAL)
Sim, a genética influencia a qualidade do seu colágeno. Mas hábitos de vida (como fumar ou tomar sol sem proteção) destroem a elasticidade da pele muito mais rápido que a genética. Você tem controle sobre isso!
O Plano de Ação: Como Prevenir?
Se o seu objetivo é ficar forte, você precisa tratar a pele como parte do treino.
Hidratação Interna (A Mais Importante)
Não adianta passar o creme mais caro do mundo se você não bebe água. Uma pele desidratada é como uma folha seca: rasga fácil.
- Dica: Monitore sua ingestão de líquidos. Use a tecnologia a seu favor, como sugerimos na lista dos Top 5 Aplicativos para Monitorar Água.
Hidratação Externa (Óleos e Cremes)

Crie uma barreira de proteção. O melhor momento é logo após o banho, quando os poros estão abertos.
- O que usar: Procure por óleos (amêndoas, semente de uva, rosa mosqueta) ou cremes com ureia e vitamina E. Aplique nas áreas críticas: ombros, bíceps, glúteos e lombar.
Alimentação Pró-Colágeno
Sua pele é feita do que você come. Alimentos ricos em Vitamina C (laranja, morango) são essenciais para a síntese de colágeno. Além disso, manter o aporte de proteínas alto ajuda na renovação celular.
Conclusão: Não Tenha Medo de Crescer
As marcas na pele não devem ser um freio para sua busca por saúde e força. Na grande maioria das vezes, com um crescimento saudável e constante, a relação entre estrias e musculação é pacífica.
Cuide da sua pele com o mesmo carinho que cuida dos seus músculos. Beba água, use hidratante e treine sem medo. E se alguma marquinha aparecer? Lembre-se: ela é apenas um sinal de que você superou seus limites antigos.
Para saber mais sobre cuidados com a pele, consulte sempre as diretrizes da Sociedade Brasileira de Dermatologia.







